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'Sentimento aterrorizante', diz suspeito ao ser solto após 18 dias preso por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump

João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva foi solto nesta quarta-feira (8), após 18 dias preso pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada se...

'Sentimento aterrorizante', diz suspeito ao ser solto após 18 dias preso por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump
'Sentimento aterrorizante', diz suspeito ao ser solto após 18 dias preso por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump (Foto: Reprodução)

João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva foi solto nesta quarta-feira (8), após 18 dias preso pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump Reprodução/EPTV Solto nesta quarta-feira (8), após 18 dias preso pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva classificou a situação que passou como "aterrorizante" e disse estar mais aliviado. O relato foi dado com exclusividade à EPTV, afiliada da TV Globo, logo após a saída da prisão. Além de João, Gabriel Barros Martins também foi solto nesta quarta. Os dois estavam presos desde 20 de junho. "É um sentimento de angústia constante. Um sentimento aterrorizante, até porque a gente não tem notícias de como as coisas estão, o que está acontecendo. É extremamente angustiante. Graças a Deus, agora estou mais aliviado, sinto-me grato pelas equipes de investigações, que fizeram o trabalho delas, conseguiram investigar tudo e verem que, de fato, eu não tinha nada a ver com aquilo", afirmou João. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp João e Gabriel não foram indiciados pela Polícia Civil, que pediu a revogação das prisões. O Ministério Público (MP) também não denunciou eles. Outras quatro pessoas seguem presas e foram denunciadas pelo MP nesta terça-feira (7) - veja abaixo detalhes. Ao concluir as investigações, a polícia apontou que João exercia função de retirada de equipamento dos participantes após a realização dos saltos, na parte inferior da ponte. Após a queda da vítima, ele chegou a se aproximar dela para verificar sinais vitais e comunicar via rádio a necessidade de apoio especializado. João foi preso por suspeita de ocultar provas, como o desaparecimento da câmera que estava com Maria Eduarda durante o salto, mas a polícia afastou essa possibilidade e pediu a revogação da prisão. "Eu estava prestando um serviço. Minha parte era ficar só na parte de baixo da ponte. Foi aterrorizante. Agora me sinto mais aliviado. Graças a Deus, tudo se solucionou", citou o suspeito. Já Gabriel exercia função específica no acompanhamento da descida do participante após o salto, realização dos bloqueios e desbloqueios do sistema, e preparação do equipamento para futura utilização. Ele foi preso por suspeita de fugir do local após a tragédia. No entanto, a polícia descartou que tenha tido influência, de forma intencional ou não, na morte e também pediu a revogação da prisão. A defesa de Gabriel criticou a rapidez da prisão e a demora para a soltura. Os advogados classificaram a situação como "desproporcional" e afirmaram que a tragédia não justifica os excessos. Por fim, manifestaram solidariedade à família da vítima. A defesa de João não havia se posicionado até a última atualização desta reportagem. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, presos por morte em rope jump, foram soltos Reprodução/EPTV Quem são os denunciados Os suspeitos que continuam presos foram denunciados pelo MP por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual. Veja os detalhes: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima Evelyne dos Santos Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, e fraude processual 🔎 O homicídio com dolo eventual ocorre quando a pessoa não tem a intenção de causar a morte de alguém, mas sabe que isso pode acontecer e, mesmo assim, decide assumir o risco. Na denúncia, o MP sustenta que os responsáveis pela execução do salto "tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias", como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos. "A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes", completou. 🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes. Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 Indiciamentos A Polícia Civil investigou oito pessoas em dois inquéritos que apuraram a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump. O primeiro inquérito foi concluído no dia 22 de junho e indiciou três instrutores ligados ao salto por homicídio com dolo eventual, quando o autor não tem a intenção direta de matar a vítima, mas assume o risco de produzir esse resultado. São eles: Luis Felipe, Maicon Fernandes e Vitor de Freitas. No primeira semana de julho, a polícia concluiu o segundo inquérito e indiciou Evelyne Gonçalves, apontada como organizadora do evento, por homicídio e fraude processual. Morte em rope jump: imagens em novo ângulo flagram reação de pessoas após jovem ser lançada de ponte no interior de SP Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba