Serial killer de Maceió é condenado a mais 60 anos de prisão por matar casal de namorados
Serial killer de Maceió é condenado a mais 60 anos de prisão por matar casal de namorados O serial killer Albino Santos de Lima foi condenado a mais 60 anos ...
Serial killer de Maceió é condenado a mais 60 anos de prisão por matar casal de namorados O serial killer Albino Santos de Lima foi condenado a mais 60 anos de prisão, nesta quinta-feira (22), pelo assassinato de um casal em Maceió. A decisão foi tomada durante o décimo julgamento do réu, realizado na 9ª Vara Criminal da Capital. Com a nova sentença, Albino acumula mais de 294 anos de prisão por diferentes homicídios. 📱 Participe do canal do g1 Alagoas As vítimas eram Débora Vitória Silva dos Santos, de 21 anos, e o namorado dela, John Lenno Santos Ferreira, de 20 anos. Os dois foram mortos a tiros no dia 18 de dezembro de 2023, na Rua Formosa, no bairro da Levada, quando seguiam para uma igreja que frequentavam. Albino também participava dos cultos no mesmo local. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime teria sido motivado pelo interesse de Albino em Débora e por desentendimentos com John Lenno, que havia denunciado ao pastor comportamentos considerados inadequados do réu. Casal foi assassinado no Vergel do Lago. Reprodução/Instagram Durante o julgamento, o pastor da igreja contou que John Lenno o procurou para relatar que Albino estaria filmando Débora com o celular. Após a denúncia, o religioso chamou o acusado para uma conversa, mas ele negou a situação e ficou irritado ao ser repreendido. O pastor também afirmou que John Lenno voltou a procurá-lo em outra ocasião, desta vez para relatar que Albino estaria olhando fixamente para as pernas de uma menina. Segundo a testemunha, o acusado foi novamente advertido e deixou de frequentar a igreja cerca de duas semanas depois. Ainda conforme o depoimento, o pastor descobriu que Albino frequentava os cultos armado após tocar na cintura dele durante um cumprimento. Questionado, o réu teria confirmado que levava uma arma porque estava recebendo ameaças. Casal é assassinado no Vergel Reprodução/Instagram O religioso relatou que Albino voltou à igreja aproximadamente 15 dias após o assassinato do casal. "Chegou aparentando estar feliz com a morte, dizendo: 'Está vendo aí, foi comprar moto roubada, deu no que deu'", afirmou o pastor. Durante o interrogatório, Albino negou os assassinatos e contestou a versão apresentada pela testemunha. Ele afirmou que apenas havia perguntado ao pastor se sabia que John Lenno teria comprado uma motocicleta roubada. Provas apresentadas no julgamento Albino Santos de Lima, serial killer de Maceió. MP/AL Durante o julgamento, o promotor de Justiça Antônio Vilas Boas apresentou um laudo pericial que, segundo o Ministério Público, confirmou que os projéteis retirados dos corpos das vítimas foram disparados pela pistola calibre .380 utilizada por Albino em outros crimes. De acordo com as informações apresentadas pelo MPAL durante a sessão, John Lenno foi atingido por três tiros, enquanto Débora recebeu um disparo. A acusação também mostrou aos jurados uma fotografia do casal encontrada em uma pasta criada por Albino. Segundo o promotor, o arquivo continha a data prevista para o duplo homicídio. O Ministério Público sustentou que Albino matou Débora porque ela não correspondia ao interesse dele. Já John Lenno teria sido assassinado por ter denunciado ao pastor o comportamento do acusado. Durante os debates, o promotor também apresentou informações de um laudo psiquiátrico que apontava indiferença do réu aos sentimentos de outras pessoas. Segundo a acusação, os exames demonstravam que Albino tinha consciência dos próprios atos. A defesa, por sua vez, ressaltou que o acusado tinha direito à ampla defesa e apresentou relatos sobre seu comportamento e histórico pessoal. O advogado também citou o laudo psiquiátrico, destacando que o documento apontava memória, inteligência e percepção dentro dos padrões de normalidade. Condenação Serial killer de Maceió é condenado a mais 60 anos de prisão por matar casal de namorados. MP/AL Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, conforme sustentado pelo Ministério Público. O juiz Geraldo Amorim fixou a pena de 30 anos de reclusão pelo assassinato de John Lenno e outros 30 anos pela morte de Débora Vitória, totalizando 60 anos de prisão. Albino está preso desde 2024 e já havia sido condenado em outros nove julgamentos. Antes da sentença desta quinta-feira, as penas acumuladas ultrapassavam 234 anos de prisão.