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Suspeito de comprar e revender mais de 300 celulares furtados em eventos no Brasil é preso em BH

Delegado Gustavo Barletta fala sobre investigações envolvendo receptador preso em MG Um homem de 31 anos foi preso no bairro Buritis, na Região Oeste de Belo...

Suspeito de comprar e revender mais de 300 celulares furtados em eventos no Brasil é preso em BH
Suspeito de comprar e revender mais de 300 celulares furtados em eventos no Brasil é preso em BH (Foto: Reprodução)

Delegado Gustavo Barletta fala sobre investigações envolvendo receptador preso em MG Um homem de 31 anos foi preso no bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (22), suspeito de comprar e revender celulares furtados em eventos realizados em diversos estados do Brasil. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ele tinha uma loja em um shopping popular no Centro da capital mineira e já teria receptado ao menos 300 a 400 aparelhos. As investigações foram iniciadas pela Polícia Civil do Paraná, em maio de 2025, após diversas pessoas procurarem a delegacia relatando terem sido vítimas de furto de celular em um evento em Cascavel, no Oeste do estado. Ao longo das apurações, os policiais paranaenses identificaram que o principal receptador e fomentador dos crimes seria de Belo Horizonte e acionaram a PCMG. "Conseguimos apurar que esse homem de 31 anos não era somente o receptador desses criminosos do Paraná. Na verdade, ele é um grande receptador e compra aparelhos celulares de furtadores de outros estados do país, inclusive de Minas Gerais", explicou o delegado Gustavo Barletta, da 2ª Delegacia de Furtos e Roubos do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp De acordo com ele, o suspeito também comprava telefones furtados de pedestres, nas ruas, mas receptava principalmente celulares provenientes de grandes eventos. Ele, inclusive, fomentava financeiramente os crimes, comprando ingressos de festas para os autores dos furtos. "Ele paga viagens, compra ingressos, hospeda pessoas em diversos estados do Brasil para que elas vão aos eventos, façam essa subtração e depois enviem todos os aparelhos celulares subtraídos para Minas Gerais, para a captação ilícita e a revenda desses aparelhos", afirmou o delegado. Outros crimes Segundo a Polícia Civil, além de revender os celulares, o homem é suspeito de fazer empréstimos bancários em nome dos proprietários dos aparelhos. Para isso, ele contava com comparsas que entravam em contato com as vítimas, muitas vezes se passando por policiais, diziam que os telefones haviam sido encontrados e solicitavam as senhas. "A partir do momento que eles têm acesso ao conteúdo dos aparelhos, eles podem praticar diversos outros crimes. [...] Há indícios de que ele também praticava acesso a conteúdo bancário, empréstimos, enfim, acessava contas telefônicas dessas vítimas, fazendo até outros tipos de delitos", disse o delegado Gustavo Barletta. Conforme o policial, o suspeito já havia sido preso por crimes como receptação, furto e estelionato. Ele tinha uma loja de celulares em um shopping popular no Centro de BH, para onde muitos dos aparelhos furtados eram enviados. O homem não apresentou resistência ao ser preso. Ele estava em casa, no Buritis, somente com o celular pessoal, que será analisado pelos investigadores. Aparelhos apreendidos durante operação nesta quarta-feira (22) PCMG/ Divulgação Mais alvos Além do receptador, dois suspeitos de envolvimento com os crimes foram conduzidos ao Depatri, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira. Um deles, de 23 anos, negou participação no esquema. O outro, de 33, também era alvo de um mandado de prisão por estupro de vulnerável, ocorrido em Carmópolis de Minas, na Região Centro-Oeste, e acabou preso. Outras duas pessoas foram alvos de mandados de prisão relacionados às investigações, fora de Minas Gerais: uma mulher, detida em Itajaí (SC), e um homem, que já estava preso em flagrante por furto, em São Paulo (SP). Cautela na compra de celulares O delegado Gustavo Barletta fez um alerta para que as pessoas tenham atenção quanto à origem e à procedência dos celulares na hora da compra. É importante pedir a nota fiscal do aparelho ou, pelo menos, ter os dados do vendedor. "As pessoas têm que ter um pouco de cuidado em relação à compra de celulares, porque são produtos rastreáveis. Se ela não tiver um mínimo de cuidado ali, ela pode ser envolvida em comprar um produto oriundo de crime", afirmou. Vídeos mais vistos no g1 Minas: