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Três cidades do Acre fecham 1º trimestre entre as que mais desmataram na Amazônia

Três cidades do Acre aparecem entre as que mais desmataram, mas estado tem redução, aponta Imazon Reprodução/Secom-AC Três cidades do Acre aparecem entre ...

Três cidades do Acre fecham 1º trimestre entre as que mais desmataram na Amazônia
Três cidades do Acre fecham 1º trimestre entre as que mais desmataram na Amazônia (Foto: Reprodução)

Três cidades do Acre aparecem entre as que mais desmataram, mas estado tem redução, aponta Imazon Reprodução/Secom-AC Três cidades do Acre aparecem entre as 10 que mais desmataram na Amazônia entre agosto de 2025 e março deste ano, segundo um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgaram nessa segunda-feira (27). Feijó, Tarauacá e Rio Branco somaram 101,84 quilômetros quadrados (km²) de derrubadas no período. O índice estadual ficou em 193 km², 32% a menos que no período anterior. Mesmo com esta queda, o estado foi o que teve mais municípios na lista dos 10 maiores desmatamentos. (Confira ranking abaixo) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Contexto: o desmatamento ocorre quando há remoção total da vegetação, geralmente para abertura de áreas destinadas a atividades como pecuária, agricultura ou ocupação irregular. Já a degradação é o dano parcial à floresta, causado, por exemplo, por queimadas ou exploração de madeira. A Amazônia fechou o primeiro trimestre de 2026 com queda de 17% no desmatamento. Dia da Terra: Acre registra queda no desmatamento e nas queimadas LEIA MAIS Três unidades de conservação registram queda no desmatamento no AC; Resex reduz mais de 50% Acre aparece com menor taxa de desmatamento em oito anos, aponta Inpe Acre fecha 2025 com menor número de queimadas em mais de duas décadas, aponta Inpe Município do Acre volta a aparecer entre 10 que mais desmatam na Amazônia Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto, que diferem da metodologia do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo o Imazon, os satélites usados são mais refinados que os dos sistemas do governo e são capazes de detectar áreas devastadas a partir de 1 hectare, enquanto os alertas do Inpe levam em conta áreas maiores que 3 hectares. Feijó já havia aparecido entre as que mais desmataram considerando agosto de 2024 e julho do ano passado. Àquela altura, o município era o único acreano na lista. Os 10 municípios que mais desmataram na Amazônia Alerta em meio à redução A pesquisa mostrou que no oitavo mês do ano passado o estado teve 282 km² de derrubadas. Com a redução, o Acre ficou com a sexta maior queda. Contudo, a situação em relação às Unidades de Conservação (UCs), o levantamento revela um alerta: o Acre tem quatro áreas entre as que concentram maior percentual do desmatamento no período entre agosto de 2025 e março de 2026. As Reservas Extrativistas (Resex) Chico Mendes e Alto Juruá e as Florestas Estaduais (FES) do Rio Gregório e do Mogno somam 24,35% do desmatamento destas unidades na Amazônia. Somente o estado do Pará teve igual número, com a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu na liderança desta estatística. Estados e municípios mais afetados No acumulado entre agosto de 2025 e março de 2026, Mato Grosso, Roraima e Pará lideraram o ranking de desmatamento na Amazônia do instituto. O Pará registrou 425 km² de floresta derrubada no período, queda de 52% em relação ao ciclo anterior. Mato Grosso teve 270 km², redução de 38%. Já Roraima foi o único estado com alta: a área desmatada passou de 184 km² para 222 km², aumento de 21%. Entre os municípios, Caracaraí (RR) aparece no topo da lista, com 84,09 km² desmatados. Em seguida vêm Feijó (AC), Rorainópolis (RR), Colniza (MT), São Félix do Xingu (PA), Tarauacá (AC), Nova Ubiratã (MT), Rio Branco (AC), Portel (PA) e Canutama (AM). Entre as unidades de conservação, a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, teve a maior área desmatada no período: 35,52 km². Na avaliação de pesquisadores, a concentração da destruição em áreas específicas mostra a necessidade de ações mais direcionadas de fiscalização nesses territórios. A degradação florestal também caiu em março. Segundo o Imazon, foram 11 km² de floresta degradada no mês, redução de 95% em relação a março de 2025. O resultado é o menor para o mês desde 2014. Apesar do resultado positivo, pesquisadores do Imazon avaliam que o dado precisa ser acompanhado com cautela, já que a redução ocorre depois de um período crítico. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, a Amazônia registrou o maior nível de degradação da série histórica do instituto. Uma visão de drone mostra a devastação do incêndio florestal em meio à fumaça na Amazônia, em Lábrea (AM) (6 de setembro) Bruno Kelly/Reuters VÍDEOS: g1