Trump acompanha chegada aos EUA dos corpos de militares mortos na guerra do Irã
Donald Trump na cerimônia de repatriação dos corpos de militares dos EUA mortos na guerra do Irã SAUL LOEB / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Tru...
Donald Trump na cerimônia de repatriação dos corpos de militares dos EUA mortos na guerra do Irã SAUL LOEB / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compareceu à cerimônia de repatriação dos corpos dos militares americanos mortos na guerra contra o Irã, na Base Aérea de Dover, em Delaware, nesta quarta-feira (22). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ao lado de seu secretário de Guerra, Pete Hegseth, e das famílias dos mortos, Trump prestou continência ao acompanhar a saída dos caixões, cobertos por bandeiras dos EUA, do avião. A cerimônia, conhecida como "transferência digna" dos corpos, ocorre em meio à crescente frustração com a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que já custou aos contribuintes americanos pelo menos US$ 37,5 bilhões, resultou na morte de 18 militares americanos e feriu mais de 450 soldados. "Vamos honrá-los. Para mim, é uma das coisas mais difíceis de fazer como presidente. Mas precisa ser feito", disse Trump antes de partir para a cerimônia. Questionado sobre o que diria às famílias dos falecidos, Trump respondeu: "Tudo o que vou dizer é: nós amamos vocês. Amamos seus filhos, e é isso que eles são para eles. São seus filhos. Não há joguinhos, não há nada disso." Na segunda-feira (20), o presidente norte-americano aumentou o tom das ameaças ao regime iraniano e disse que Teerã vai pagar "muitas vezes mais" por todos os combatentes americanos que forem mortos no conflito. Donald Trump e Pete Hegseth SAUL LOEB / AFP MAPA mostra onde ocorreram as mortes Os EUA viveram alguns de seus dias mais sangrentos na guerra contra o Irã no último fim de semana, quando dois ataques separados deixaram três militares mortos e um desaparecido no Oriente Médio, elevando o total de mortos do país no conflito para 18. As cifras são relativamente baixas se comparadas a outros países envolvidos, como Irã e Líbano, que contabilizam milhares de vidas perdidas, boa parte delas civis (leia mais abaixo). Essas baixas americanas, contudo, contribuem para aumentar a pressão da opinião pública contra o governo — em sua campanha eleitoral de 2024, Donald Trump adotou o slogan "sem mais guerras" e prometeu não envolver os EUA em conflitos armados. Vídeo mostra momento em que mísseis caem em base militar dos EUA na Jordânia, diz agência Além disso, parte da população dos EUA vê os militares mortos em combate como vítimas de uma guerra que serve mais aos interesses de Israel do que aos de seu próprio país. Na noite de sexta-feira (17), mísseis iranianos atingiram a base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, matando dois militares e deixando um desaparecido. Já na madrugada de domingo (19) no horário local, a explosão controlada de um drone iraniano matou um sargento na cidade de Erbil, no Iraque. As mortes se somam a outras 13 de militares americanos em serviço no Oriente Médio. Veja abaixo o MAPA de onde elas ocorreram: Mortes de militares dos EUA na Guerra do Irã Kayan Albertin/g1 A contagem não inclui o caso de um membro da Guarda Nacional americana que morreu em decorrência de uma emergência médica em uma base no Kuwait em 8 de março. Os países com o maior número de mortes até o mês de junho são o Irã e o Líbano, com 3.468 e 3.696 vítimas de bombardeios. O Irã teve entre suas baixas seu próprio líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia de conflito, além de diversos altos funcionários. Um bombardeio em uma escola infantil no primeiro dia da guerra, na cidade de Minab, deixou 156 civis mortos, incluindo 120 crianças. Já o Líbano foi alvo de bombardeios israelenses, sob a justificativa de conter o grupo extremista Hezbollah. O alto número de civis mortos (segundo estimativas de Israel, 1.700 mortos seriam militantes) foi motivo de atritos entre Donald Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.