Trump ameaça impor tarifas sobre vinhos franceses para pressionar Macron a aderir ao Conselho da Paz
Emmanuel Macron e Donald Trump REUTERS/Al Drago O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá impor uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanh...
Emmanuel Macron e Donald Trump REUTERS/Al Drago O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá impor uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, medida que, segundo ele, levaria o presidente da França, Emmanuel Macron, a aderir à iniciativa de Trump chamada Conselho da Paz, voltada à resolução de conflitos globais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Questionado por um repórter sobre a declaração de Macron de que não participará do conselho, Trump disse: “Ele disse isso? Bem, ninguém o quer porque ele deixará o cargo muito em breve”. “Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele, e ele vai aderir, mas não precisa aderir”, afirmou Trump. A França pretende recusar o convite para integrar a iniciativa neste momento, segundo uma fonte próxima a Macron. Trump propôs originalmente a criação do Conselho da Paz em setembro passado, quando anunciou seu plano para encerrar a guerra em Gaza. Mas um convite enviado a líderes mundiais na semana passada descreve um papel amplo para encerrar conflitos em todo o mundo. Um rascunho do estatuto enviado pela administração dos EUA a cerca de 60 países prevê que os membros contribuam com US$ 1 bilhão em dinheiro caso queiram que sua participação dure mais de três anos, conforme o documento visto pela Reuters. Governos reagiram com cautela no domingo ao convite de Trump, um plano que, segundo diplomatas, poderia prejudicar o trabalho das Nações Unidas. Nesta segunda-feira, Trump também disse que convidou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para ser membro do conselho da paz. “Ele foi convidado”, disse Trump. LEIA MAIS Conselho de Paz de Gaza: o que se sabe sobre a proposta de Trump 'ONU paralela': por que o Conselho da Paz de Trump está gerando temor entre lideranças mundiais Brasil avalia convite de Trump para participar de Conselho da Paz