VÍDEO mostra força da água em rio de município com indígenas isolados por chuvas em Roraima
VÍDEO mostra força da água em rio de município com indígenas isolados por chuvas em Roraim Um vídeo mostra a força da água do Rio Contigo, localizado em...
VÍDEO mostra força da água em rio de município com indígenas isolados por chuvas em Roraim Um vídeo mostra a força da água do Rio Contigo, localizado em Uiramutã, município mais indígena do Brasil, nessa quinta-feira (28). A situação da cidade é considerada crítica pela Defesa Civil devido às fortes chuvas, e mais da metade da população está isolada. O registro é na comunidade Água Fria. A prefeitura informou que Uiramutã é caracterizada por relevo acidentado, com serras e planaltos, cortada por diversos rios e igarapés, com destaque para o Rio Maú, Rio Wailã e afluentes do Rio Cotingo, "que se tornam críticos durante o período chuvoso". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo parecer técnico emitido nessa quarta-feira (27), a prefeitura destaca que teve pelo menos três rios e um igarapé transbordados. As chuvas que atingem todo o estado têm causado falta de água potável, perda de produtos agrícolas e restrição no acesso a serviços de saúde, educação e transporte. "A situação está crítica. O acesso só é possível por via aérea, mas acredito que nem avião consegue pousar, porque até a pista está alagada, apenas aquelas aeronaves que pousam na água. A comunidade [Ingarikó] está totalmente isolada, assim como a região do Manalai”, resumiu o chefe da Defesa Civil de Uiramutã, Julimar Sena. Força da água em rio de município com indígenas isolados por chuvas em Roraima Reprodução São 8,7 mil pessoas sem acesso terrestre, o que corresponde a 56,1% da população, estimada em 15,5 mil habitantes em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Comunidades indígenas sem água potável Com a cheia dos rios, a água ficou barrenta e imprópria para consumo nas comunidades indígenas. Por isso, a Defesa Civil iniciou uma força-tarefa de distribuição de água potável aos moradores afetados. O trabalho tem se concentrado nas comunidades Erenmutanken, Kumapaí, Nova Esperança e Caxirimã. Nenhuma dessas regiões, segundo Julimar, tem poços artesianos ou abastecimento de água encanada. “A água que elas consomem é do rio”, afirmou. Os maiores impactos são nas comunidades que ficam nos arredores da sede do município de Uiramutã. Registros mostram a cidade alagada, com roças destruídas e casas submersas. Ao todo, são 16 comunidades indígenas atingidas, além de outras áreas próximas. Veja: Polo Ingaricó e arredores: Arikamã, Awendei, Baixo Mapae, Kumaipa, Manalai, Marasue, Pamak, Paranã, Pereimeitei, Pipi e Sauparú; Comunidades Ribeirinhas (Rio Maú): Kamapai, Eren’Mutaken e Nova Esperança; Áreas próximas: Serra do Sol, Área Única e a Vicinal Caracanã; Água Fria; Mutum. A Secretaria Municipal de Obras do município estimou um prejuízo de R$ 200 mil, devido à destruição de estradas e pontes. Nesta semana, crianças foram fotografadas atravessando a estrada alagada na região da comunidade Nova Esperança. O transporte na região é feito de barco. Veja mais imagens do Uiramutã: Rio transbordou no Uiramutã e isolou comunidades Arquivo pessoal Rio transbodou e alagou moradia de comunidade indígena no Uiramutã, em Roraima Defesa Civil Municipal/Divulgação Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.