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VÍDEO: terremoto desperta vulcão 'adormecido' há mais de 500 anos, mostra satélite da Nasa

Terremoto desperta vulcão adormecido há 500 anos na Rússia Um vídeo montado com imagens de satélite mostra, quadro a quadro, a lava tomando conta da crater...

VÍDEO: terremoto desperta vulcão 'adormecido' há mais de 500 anos, mostra satélite da Nasa
VÍDEO: terremoto desperta vulcão 'adormecido' há mais de 500 anos, mostra satélite da Nasa (Foto: Reprodução)

Terremoto desperta vulcão adormecido há 500 anos na Rússia Um vídeo montado com imagens de satélite mostra, quadro a quadro, a lava tomando conta da cratera de um vulcão russo que passou quase 500 anos em silêncio. O Krasheninnikov, na península de Kamchatka, entrou em erupção poucos dias depois de um terremoto de magnitude 8,8 atingir o oceano nas proximidades, em julho de 2025. As imagens foram divulgadas pela Nasa, agência espacial americana, nesta semana. A sequência reúne 17 registros feitos pelo NISAR, satélite desenvolvido em parceria pela Nasa e pela ISRO, agência espacial indiana. Captadas entre dezembro e meados de agosto, as imagens mostram a rocha derretida enchendo uma caldeira interna menor, transbordando para uma cratera mais ampla e, por fim, abrindo-se em leque sobre o terreno. O Krasheninnikov é formado por dois vulcões vizinhos, e só o do norte acordou. É dele que sai, desde o início da erupção, um fluxo contínuo de rocha fundida e detritos em direção ao leste. (Veja a imagem acima) Terremoto desperta vulcão que estava adormecido há mais de 500 anos Nasa O satélite chegou ao Krasheninnikov ainda em fase de estreia. Em 25 de dezembro de 2025, quando concluía os testes pelos quais todo equipamento passa depois do lançamento, fez sua primeira imagem do vulcão, a 747 quilômetros de altitude. A partir daí, voltou ao mesmo ponto duas vezes a cada 12 dias. É esse ritmo de visitas que transforma registros isolados em filme e permite acompanhar, mês a mês, como uma erupção avança e muda a paisagem. Apesar de parecerem, as imagens do vídeo não são fotografias. O NISAR carrega um radar de abertura sintética, tecnologia que dispara micro-ondas contra a superfície e registra o eco que volta. Como não depende da luz do Sol, funciona à noite e atravessa nuvens, obstáculos frequentes no longo inverno de Kamchatka. Na leitura do radar, a lava recente se destaca porque devolve o sinal de maneira diferente da neve ou do solo ao redor. É esse contraste que desenha, quadro após quadro, o contorno do fluxo. A capacidade de voltar com frequência ao mesmo lugar é o principal trunfo da missão. Além de acompanhar erupções, o NISAR foi projetado para medir deformações do solo da ordem de centímetros, o que ajuda a identificar vulcões que incham antes de entrar em atividade, falhas geológicas e encostas sujeitas a deslizamento. Agora, além de obter cobertura frequente e abrangente de praticamente todos os cerca de 1.300 vulcões ativos acima do nível do mar do planeta, as imagens são nítidas em uma escala de vários metros e são facilmente acessíveis através da nuvem.